Alimentação: com elevação dos juros, despesa retrata mais de 60% do salário mínimo

Inflação na cesta básica é a maior dos últimos anos segundo o Dieese, confira

Belo Horizonte, terça-feira, 19 de julho, por Saulo Teixeira Rosa – O empregado do salário mínimo tem comprometido, 59,39% dos seus rendimentos em maio de 2022 para comprar bens da cesta básica. Conforme a economista Patrícia Costa, esse alto percentual é afetado pela alta da inflação e pelas perdas nas negociações coletivas.

Conforme apurou o blog Valor Diário, o tempo médio exigido para comprar itens da cadeia de suprimentos básica em maio de 2022 foi de 120 horas e 52 minutos. Portanto, O tempo de trabalho necessário foi concluído em 111 horas e 37 minutos em maio de 2021. Entretanto, ao comparar o custo da refeição com o salário mínimo, percebem-se mudanças desde maio de 2021. Contudo, quando o salário mínimo era de R$ 1.100,00, o percentual se mantinha em 54,84%, contra 59,39% hoje, quando o valor do mínimo é R $1.212,00.

Aumentos dos salários estão menores que a inflação

O poder de compra dos brasileiros é significativamente impactado por esse conjunto salarial. Embora esse índice tenha subido em função do preço da gasolina e da energia elétrica, os reajustes salariais estão abaixo da inflação de 2021.

O Dieese também constatou que o salário mínimo deveria ser pelo menos o quíntuplo do que é hoje. No entanto, essa estimativa é baseada na cesta mais salgada, que foi a de São Paulo em maio. Portanto, leva em conta o dispositivo constitucional que determina que o salário mínimo precisa cobrir os custos de moradia do empregado e de sua família, saúde, educação, vestuário, higiene pessoal, transporte, lazer e seguros.

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Alimentação: com elevação dos juros, despesa retrata mais de 60% do salário mínimo - Reprodução Pexels
Alimentação: com elevação dos juros, despesa retrata mais de 60% do salário mínimo – Reprodução Pexels

Itens da cesta básica que simbolizaram o aumento

Mais de uma vez, o tomate contribuiu para a variação da inflação da cesta, criando uma falsa impressão de diminuição da inflação. Apesar de a maioria dos alimentos ter sofrido aumentos de preços, o excesso de oferta e a queda do preço do tomate no período mais recente tiveram um impacto tão significativo nos preços em geral no país. Consequentemente, a trajetória da inflação é continuar subindo enquanto o governo não tem medidas para contê -la.

Contudo, estamos atualmente na safra de inverno do tomate e, como resultado, a demanda aumentou em todo o país. Isso se deve ao clima quente de maio que fez com que a fruta amadurecesse mais rapidamente.

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Medidas tomadas pelo governo

Há ações imediatas que podem ajudar a combater a alta da inflação de alimentos. De acordo com Patrícia, o Dieese acredita que, para que esse quadrilátero se recupere, políticas de investimento na agricultura de pequeno porte, melhorias na qualidade dos alimentos oferecidos e a importância da volta da Conab, são necessários.

Além disso, como apenas a queda do câmbio pode reduzir o custo do dinheiro, algum tipo de ação ajudaria a reduzir as taxas de juros. Patricia refere -se ao valor do real em relação ao dólar, o que corrobora a tendência do setor agropecuário de continuar cultivando apenas soja e exportando – à preços muito rentáveis ​​e competitivos.

Por fim, a inflação sobre a cesta básica, prejudica muito a classe mais pobre, sobretudo aqueles que ganham um salário mínimo mensal. Contudo, se você gostou desta matéria, considere assistir o vídeo do canal “Band Jornalismo” falando mais sobre a inflação na cesta básica. Em suma, é isso! Até a próxima!

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