Magazine Luiza (MGLU3): será o fim? Ações da varejista despencam quase 20% em um mês; descubra se é hora de vender

Após resultado apresentado no relatório trimestral, ações tem forte queda

Belo Horizonte, terça-feira, 3 de maio, por Saulo Teixeira Rosa – O que está acontecendo com o Magazine Luiza, que despencou nos últimos dias? As ações da empresa caíram mais de 50% após a divulgação de seu relatório trimestral mais recente (3T2021). Magazine Luiza é uma das empresas que mais cresceu nos últimos cinco anos na bolsa. No entanto, os últimos meses não têm sido gentis com o acionista da companhia.

Existem três razões principais para o desaparecimento da carteira. Inflação, competição e desaceleração do crescimento e, depois de tudo isso, as ações do Magalu ainda são baratas? O site Valor Diário apurou tudo nesse texto!

Conheça um pouco mais sobre o Magazine Luiza

O Magazine Luiza (MGLU3) é uma grande empresa brasileira de varejo. Famoso na bolsa de valores brasileira, aumentou mais de 1.400% desde que uma revolução digital começou em 2016, com a nomeação de Frederico Trajano como CEO.

Voltando a crescer, seja por meio de investimentos em tecnologia ou de diversas aquisições, tem fama de ser bem administrada, e seu valor de mercado reflete essas características, tornando-a uma das ações mais desejadas do Brasil.

No entanto, as empresas do setor de varejo têm uma forte ligação com a economia. Quando o ambiente macroeconômico não é bom, o varejo naturalmente reflete esse ambiente. Vale ressaltar que o varejo no Brasil não tem apresentado resultados positivos, e observamos queda nas vendas nos últimos três meses.

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Magazine Luiza (MGLU3): será o fim? Ações da varejista despencam quase 20% em um mês; descubra se é hora de vender - Reprodução Pixabay
Magazine Luiza (MGLU3): será o fim? Ações da varejista despencam quase 20% em um mês; descubra se é hora de vender – Reprodução Pixabay

3 razões para a queda das ações

Conforme relatório feito pela Rico, a primeira razão para a queda do MGLU3 é a inflação. Além disso, vários produtos tiveram aumentos de preços como resultado dos efeitos econômicos causados ​​pela pandemia. Devido à perda de poder aquisitivo dos brasileiros, as varejistas tiveram dificuldade em repassar ao consumidor os aumentos de custos para o preço final durante um período de pressão econômica.

Como se não bastasse a inflação, um segundo fator impulsionou a pressão sobre as margens: o aumento da concorrência no comércio eletrônico de empresas de outros países, que começam a mostrar mais força no mercado brasileiro. Com a entrada de nomes de marketing agressivos, como Shopee, em nosso setor, há consequências financeiras.

Por fim, o terceiro motivo para a queda foi a desaceleração do GMV online (métrica primária do e-commerce, que se refere ao valor total das vendas realizadas na plataforma) para 22% ao ano, ficando atrás de seus principais concorrentes no mesmo período. Portanto, apesar de não ser uma taxa de crescimento insignificante, uma diminuição na taxa de crescimento é uma desilusão para uma empresa com um plano de crescimento.

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Empresa está mais barata?

Inicialmente, a relação EV/GMV é uma métrica importante para avaliar em negócios de comércio eletrônico. Considerando seu histórico, o MGLU3 possui um indicador muito abaixo de sua média histórica. Incluindo, mas não se limitando à queda no início da pandemia de COVID.

Entretanto, à luz desses números, a conclusão é que a empresa está mais acessível do que a norma. Todavia, se você gosta da empresa e acredita que ela conseguirá resolver esses problemas, esse é um fator motivador, mas, é preciso cautela.

Contudo, o que vimos no varejo é que os negócios têm muito potencial de crescimento se o ambiente macroeconômico do Brasil e do mundo melhorar. No entanto, existem alguns gatilhos de curto prazo que devem despertar o otimismo dos investidores com esses documentos, como é o caso do Magazine Luiza.

E aí gostou do conteúdo? Deixe nos comentários para sabermos a sua opinião. Por fim, para fixar a matéria, considere assistir o vídeo do canal “O primo Rico” falando mais sobre o ciclo de queda da Magazine Luiza e oportunidades. Em suma, é isso! Até a próxima!

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