Lucro da Caixa sofre queda de 22,2% no primeiro trimestre de 2020

O lucro da Caixa Econômica Federal sofreu uma forte queda no primeiro trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano em 2019. Segundo anúncio do banco, realizado nessa quinta-feira (21), a redução registrada é de 22,2%.

A queda no lucro da Caixa reflete sobre operações com juros menores em decorrência da pandemia de Coronavírus no país.

Lucro da Caixa sofre queda de 22,2% no primeiro trimestre de 2020
Lucro da Caixa sofre queda de 22,2% no primeiro trimestre de 2020

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O lucro da Caixa entre janeiro a março

De acordo com divulgação da CEF, o lucro líquido contábil do banco estatal é de R$ 3,049 bilhões nos três primeiros meses de 2020.

O valor é 22,2% menor do que o lucro registrado entre janeiro a março de 2019, quando o lucro líquido foi de R$ 3,920 bilhões.

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Queda é ainda maior em comparação com o último trimestre de 2019

Quando comparado com o resultado financeiro registrado pela Caixa de outubro a dezembro de 2019, a queda no lucro chega a 37,8%. Nos últimos três meses do ano passado, o banco lucrou R$ 4,899 bilhões.

O que diz a Caixa sobre a queda no lucro

A Caixa afirma que a queda no lucro é gerada, sobretudo, por causa da redução de 13,9% na margem financeira. Isto é, a diferença entre o que paga para captar recursos e o que cobra dos clientes para emprestar dinheiro.

Houve redução na taxa de juros de até 62,3%. No entanto, o banco também informa que essa perda é compensada por reduções de 1,3% com despesa pessoal e mais 2,4% nos custos administrativos.

“A redução da Selic vai impactando. Para mantermos retorno, temos de emprestar mais e melhor. Já tivemos impacto em março ainda por conta do novo coronavírus, o que explica algumas linhas do resultado”, diz o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A margem financeira totalizou R$ 10,6 bilhões. Esse valor registra redução de 13,9% em comparação com o mesmo período de 2019. Isso porque houve queda de 7,9% em receitas de operação de crédito.

No que se diz respeito ao resultado de títulos e valores imobiliários, as receitas foram reduzidas em 32,9%. Mas, há compensação de 12,1% em despesas de captação, em função de menor necessidade de financiamento

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