Paulo Guedes e a venda Banco do Brasil: entenda o que foi falado na reunião

A reunião ministerial do dia 22 de abril causou inúmeras polêmicas por conta de declarações do próprio presidente Jair Bolsonaro e por alguns ministros, como, por exemplo, Paulo Guedes e a venda do Banco do Brasil levantada como possibilidade.

A reunião entre os ministérios e o presidente da República se tornou pública devido a acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro contra Bolsonaro.

Paulo Guedes e a venda Banco do Brasil: entenda que foi falado na reunião
Paulo Guedes e a venda Banco do Brasil: entenda que foi falado na reunião

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Porém, além das declarações do presidente sobre o assunto, comentários sobre o Banco do Brasil também se tornaram polêmicos. Veja o que foi falado.

Paulo Guedes e a venda do Banco do Brasil: por que o ministro quer a privatização?

Na reunião, Guedes afirmou ser favorável à privatização do Banco do Brasil por alegar que a instituição não está tomando medidas enérgicas durante o período de pandemia, como um banco estatal deveria fazer.

Segundo o ministro da economia, o BB deveria puxar a fila e começar a baixar os juros, para ser seguido pelos concorrentes e, assim, aumentar a concessão de crédito.

Guedes afirma que o BB “não é nem público nem privado”.

Sendo assim, um caso perfeito para privatização. O ministro ainda indica que o presidente do banco, Rubem Novaes, também concordaria com o assunto.

Além disso, o líder da equipe econômica também afirmou estar insatisfeito com a lentidão do banco no que se diz respeito a avanços tecnológicos em relação aos concorrentes.

O que o presidente da República diz sobre o assunto?

Durante a reunião, Jair Bolsonaro não se colocou contrário à possibilidade de privatizar o Banco do Brasil durante o seu mandato.

Contudo, pediu para que o assunto só viesse à tona a partir de 2023.

“Isso aí só se discute, só se fala isso em 2023, tá?”, afirmou o presidente da República.

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E o Presidente do Banco do Brasil, o que diz?

Segundo Rubem Novaes, o Banco do Brasil, por ter o Governo Federal como maior acionista, fica com maiores dificuldades em termos de contratações e demissões.

Isso porque o banco depende de processos burocráticos, como concursos públicos e exonerações, para contratar e demitir funcionários.

O presidente do BB concorda com Paulo Guedes quanto ao banco estar pronto para uma eventual privatização.

“Eu acho que fica claro que com o BNDES cuidando do desenvolvimento e com a Caixa cuidando do fim da área social, o Banco do Brasil estaria pronto para um programa de privatização, não é?”, afirmou Rubem Novaes.

Os trechos citados são da transcrição oficial da reunião ministerial do dia 22 de abril.

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